"...transfira o que sabe e aprenda o que ensina."

adaptado de C.C

domingo, 23 de maio de 2010

a manipulação em série de nome BBB

O maior espetáculo brasileiro da vida real, a principal fábrica de celebridades instantâneas do país, o BIG BROTHER vem trazendo pessoas cada vez mais ligadas à estética da mídia.
O programa consiste no confinamento de um número de participantes com o objetivo de eleger como celebridades pessoas "normais", que se inscrevem enviando vídeos para a produção do programa.


Embora o reality show não se assemelhe em nada a vida da maioria das pessoas que o assiste, pois o publico alvo em sua maioria não é de pessoas com um alto poder aquisitivo, que têm a possibilidade de ter uma mansão milionária, alternando horários entre piscina, academia de ginástica e confabulações em grupo, a influência exercida por esse programa é avassaladora e decisória na vida do publico alvo para o qual está direcionado, ou seja, a massa.
Todo membro do público de massa é pessoal e diretamente "atacado" pela mensagem que o programa quer passar.
Hoje em dia, a reação do publico com relação as novidades da mídia, deu a mesma a capacidade de direcionar as pessoas para praticamente qualquer direção desejada pelo comunicador. Tomando como exemplo o Big Brother Brasil, a mentalidade das pessoas que o assistem é totalmente manipulada conforme conveniência dos produtores do reality show, o que demonstra claramente a alienação imposta e plenamente aceita pelo telespectador.


Em um mundo em que a influência de um artista é medida por seu tempo de exposição na mídia, e não mais por sua produção cultural e/ou sensibilidade artística, em que a curiosidade sobre a vida íntima dos “famosos” não pára de crescer, a ponto de tornar imperceptível o limite entre o público e o privado, o BBB traz grandes contribuições.


De um dia para o outro, o programa eleva um grupo de anônimos a categoria de estrelas globais. Para o bálsamo de milhões de telespectadores, pode-se acompanhar, em horário nobre, seus dramas e romances, o desenvolvimento de amizades e desafetos e até suas trocas de roupa. Tudo isso mostrado em ângulos e closes estratégicos, e editado de maneira a acentuar os traços da personalidade de cada participante ,criando os personagens típicos de um folhetim. Nenhuma novela é tão real como o BBB.
Essas celebridades fabricadas ganham mais relevância do que qualquer assunto de interesse da sociedade e atingem a massa - conjunto homogêneo de indivíduos onde os seus membros são essencialmente iguais, indiferenciados, mesmo que provenham de ambientes diferentes - tornando-os indefesos e passivos diante da influência advinda das novas “tendências”, bordões, estilo de roupa e comportamento, por exemplo.


A contracultura BBB cria um novo senso de real e do que é certo, deturpa certas informações que chegam ao publico sem nenhuma correção, acentuando ainda mais a alienação e passividade da massa. Como exemplo, observemos o caso de uma conversa na ultima edição do programa, no qual o participante Marcelo Dourado afirmou que pessoas heterossexuais "não pegam aids" e que obteve a informação com médicos. O participante assegurou ainda que um homem pode transmitir a doença, por meio do sexo, para outro homem, mas uma mulher não a transmite, nas mesmas condições, para homens. A declaração do ex-bbb foi motivo de discussão na justiça que determinou que a emissora do programa, a Rede Globo, veiculasse aos telespectadores, esclarecimento sobre as formas de transmissão da aids.

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