"...transfira o que sabe e aprenda o que ensina."

adaptado de C.C

terça-feira, 23 de março de 2010

Arroba.

Sol escaldante, são 12h, e sinto que não há como me sentir melhor;

Por um momento sou sujeito e predicado;
Mas na maioria das vezes apenas um verbo de ligação.


A forma como definimos os sentimentos, principalmente os afetivos, são diversas. Mas esses sentimentos como são dentro de nós, as sensações... esses, são idênticos em todo mundo!


O debate que proponho é: O poder que a internet tem de construir, destruir, reconstruir e redestruir, laços sentimentais entre as pessoas.


Bom, principalmente a partir do advento da internet, o modo como se estabelecem os relacionamentos, principalmente afetivos, mudaram visível e completamente desde os tempos da vovó. O rádio, o jornal, a tv e o cinema, antecessores da internet, já influenciavam nas relações interpessoais embora não tanto quanto a internet o faria.
Hoje em dia, encontros casuais, namoros e até casamentos são discutidos e tratados virtualmente.
Nosso julgamento sobre o que poderá ser bom, o que é ruim, o que vale ou não a pena, se estrutura através de fotos, resenhas e conversas virtuais que muitas vezes mascaram a realidade tal como é.
Partindo desse pressuposto, como ter de fato um relacionamento de verdade?


O mistério e o prazer de descobrir o outro pouco a pouco já não existe mais. Exemplificando, o motivo do fim do relacionamento do seu futuro namorado, não é mais uma incógnita que você saberá apenas se perguntar a ele... Com certeza o amigo de uma amiga sua que o conhece, dará a informação a sua amiga que com certeza te dirá. E tudo isso, sem nem mesmo sair do quarto!


De fato, há coisas que para que, alcancemos a felicidade, é preferível que não saibamos;


O exposto acima, refere-se a influência da internet nas relações pessoais entre os indivíduos, o que obviamente não se aplica aos inúmeros prós que a internet proporciona.
Sendo assim, amigo leitor, valorize a reflexão acerca da internet sobre que papel ela assume em sua vida e que poder ela exerce.


baseado em: conversas por MSN, em 23/03/2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

A conclusão do viver

Recentemente, através de uma oficina de teatro que participei, ouvi a seguinte afirmação: "O mundo inteiro é um palco. Todos os homens e mulheres são atores e nada mais."


Embora escrita no século XVI, numa era em que a sociedade ainda galgava para o desenvolvimento dos diversos setores da atividade humana, bem como o desenvolvimento do pensamento do homem, mentes brilhantes como a do eterno Shakespeare (autor da afirmação acima), foram capazes de sintetizar perfeitamente o que representa a existência humana.
Não entrando no campo da religião, mas há de se convir, que não existimos por acaso. Todos temos uma missão específica no que se refere a profissão, as pessoas com quem nos relacionamos por exemplo, e talvez devido a isso, que sejamos diferentes tanto fisico, como psicologicamente.


Abrindo um parágrafo maior para explicar a questão da "missão" que cada um de nós temos, quero me referi ao nosso dom, habilidades naturais. O que de maneira nenhuma tem haver com resignação, ou seja, aceitação daquilo que parece ser óbvio.

Nós é que traçamos o nosso destino através das nossas escolhas!

Voltando a análise da citação shakesperiana, por meio de metáforas, o poeta e dramaturgo inglês, afirma que no desenrolar da apresentação da vida, nós somos os atores que interpretam essa peça "e nada mais".

O que confirma que são nossas atitudes, impostação, interpretação e escolhas "no palco da vida" que norteam nosso destino.


Baseado em: Peça de William Shakespeare
                   Oficina de teatro em 16/03/2010, orientadora atriz Maria Padilha

domingo, 14 de março de 2010

Além do que se vê nas telonas

Ainda tratando de imagem, o passar dos anos fez da fotografia, base para uma nova atividade artistica que revolucionaria não só o mundo do entreternimento e da exposição da imagem como referencial, mas também acentuaria o estabelecimento de um mercado consumidor onde o produto é o corpo e a imagem. Essa atividade artistica? o Cinema.

Sob o frescor rigoroso da acinzentada Paris, em 28 de dezembro de 1895, no Grand- Café do Boulevard des Capucines, apenas 33 pessoas testemunhariam um acontecimento espetacular que seria o pontapé inicial para uma das maiores realizações do século!                        

O cinema, inicialmente, era de "curta metragens" que representavam o cotidiano das pessoas e tinha duração de pouco mais de cinquenta segundos. O fascínio pela sétima arte, instituida pelos irmãos Lumière se dava pela sinestesia causada nas pessoas e a possibilidade de transceder a realidade. Nesse momento se estabelecia uma nova cultura visual que mais tarde, passaria de um rústico divertimento popular, para objeto de propagação de novas tendências que, sabiamente por meio de um bem cultural, o filme, despertaria nos espectadores novos hábitos, hábitos que envolvem a imagem e o corpo, tornando-os, objeto de desejo.

Sob esse emaranhado de informações e descobertas, a indústria cinematográfica se estabeleceria, mudando completamente a rotina das pessoas que agora, são influenciadas por mitos e ídolos que nos causam a necessidade de nos tornarmos parecidos com eles, fazendo até com que percamos nossa identidade, ou seja, há hoje a formação de um consenso que submete o vontade individual à coletiva.
 
 
 
 
                       aula de "Teorias da comunicação", Profª Michele Vieira
                       estruturação da escrita: "Técnicas de reportagem I", Profº Luiz Otávio                 

quarta-feira, 3 de março de 2010

Segundo, Teorias da Comunicação, a respeito do surgimento da fotografia, sua função inicial e o impacto que ela trouxe para a sociedade, notei que a fotografia (luz + grafia), nada mais é que a representação da realidade. A grosso modo, podemos concluir que tal afirmação faz sentido, mas quando analisamos minuciosamente constatamos que tal definição guarda certas ressalvas e serve de gancho para uma outra discussão sobre nosso conceito de realidade.
Que conceito de real é esse, onde por exemplo as crianças de hoje têm por modelo o batman?
Ou em que centenas de mulheres diariamente procuram clínicas estéticas afim de ficar igual a uma atriz de novela que tem sua imagem editada para justamente servir de modelo da perfeição?

A fotografia revolucionou o modo de se ver a vida, mas por outro lado também desencadeou uma série de males advindos da necessidade que nós (sociedade) temos, de estar conforme a realidade expressa nos meios de comunicação, sobretudo na própria fotografia/imagem.
A fotografia mexe com a nossa imaginação e nos traz uma possibilidade de uma nova realidade, realidade essa que beira o imaterial, mas que ainda assim almejamos.

O desenvolvimento da técnica também contribuiu enormemente para acentuar essa idéia de hiperrealidade.
Tomemos como exemplo claro disso, a publicidade em produtos cosméticos que trazem na embalagem imagens tão perfeitas que chega ser engraçado de se ver. Mas porque será que adquirimos esses produtos? Porque nos sentimos sempre tentados a comprá-los, mesmo sabendo que, no caso de um produto cosmético, nunca chegaremos aquele nível de perfeição que tem a modelo da embalagem?
A resposta é simples!
A imagem carrega consigo o poder de seduzir, de cativar, de despertar nas pessoas o desejo de obtê-lo.
Como dito acima, mexe com a nossa imaginação, com a nossa racionalidade.


Baseado em: aula de "Teorias da comunicação", profª Michele Vieira