"...transfira o que sabe e aprenda o que ensina."

adaptado de C.C

quarta-feira, 3 de março de 2010

Segundo, Teorias da Comunicação, a respeito do surgimento da fotografia, sua função inicial e o impacto que ela trouxe para a sociedade, notei que a fotografia (luz + grafia), nada mais é que a representação da realidade. A grosso modo, podemos concluir que tal afirmação faz sentido, mas quando analisamos minuciosamente constatamos que tal definição guarda certas ressalvas e serve de gancho para uma outra discussão sobre nosso conceito de realidade.
Que conceito de real é esse, onde por exemplo as crianças de hoje têm por modelo o batman?
Ou em que centenas de mulheres diariamente procuram clínicas estéticas afim de ficar igual a uma atriz de novela que tem sua imagem editada para justamente servir de modelo da perfeição?

A fotografia revolucionou o modo de se ver a vida, mas por outro lado também desencadeou uma série de males advindos da necessidade que nós (sociedade) temos, de estar conforme a realidade expressa nos meios de comunicação, sobretudo na própria fotografia/imagem.
A fotografia mexe com a nossa imaginação e nos traz uma possibilidade de uma nova realidade, realidade essa que beira o imaterial, mas que ainda assim almejamos.

O desenvolvimento da técnica também contribuiu enormemente para acentuar essa idéia de hiperrealidade.
Tomemos como exemplo claro disso, a publicidade em produtos cosméticos que trazem na embalagem imagens tão perfeitas que chega ser engraçado de se ver. Mas porque será que adquirimos esses produtos? Porque nos sentimos sempre tentados a comprá-los, mesmo sabendo que, no caso de um produto cosmético, nunca chegaremos aquele nível de perfeição que tem a modelo da embalagem?
A resposta é simples!
A imagem carrega consigo o poder de seduzir, de cativar, de despertar nas pessoas o desejo de obtê-lo.
Como dito acima, mexe com a nossa imaginação, com a nossa racionalidade.


Baseado em: aula de "Teorias da comunicação", profª Michele Vieira

Nenhum comentário:

Postar um comentário